segunda-feira, 21 de junho de 2021

Domingo no TCA tem Gilberto Gil e Geraldo Azevedo no “São João Sinfônico”

No dia 27 de junho, às 11h, um time especial ocupará o Domingo no TCA para celebrar o período de junino no canal do Teatro Castro Alves no YouTube (www.youtube.com/teatrocastroalvesoficial), com exibição simultânea na televisão, pela TVE Bahia. Os músicos Gilberto Gil, Geraldo Azevedo, Mariana Aydar, Bule-Bule, João Cavalcanti e Marcelo Caldi protagonizam o “São João Sinfônico” (edição 2020), da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA). O vídeo-concerto junino traz repertório que celebra grandes compositores nordestinos como Luiz Gonzaga (1912-1989), Sivuca (1930-2006) e Dominguinhos (1941-2013). O público poderá assisti-lo no YouTube do TCA até o dia 4 de julho. Este registro audiovisual desperta uma memória afetiva dos festejos juninos, que vai da música, como o forró, o baião e o xote, passando pelo colorido das bandeirolas e as comidas de milho. O “São João Sinfônico” de 2020 trouxe, pelo quarto ano consecutivo, a OSBA integrando o seu repertório a esta data tão importante no calendário nordestino. Celebrar o São João é celebrar os tantos ritmos nordestinos com seus compositores consagrados. Por isso, de Luiz Gonzaga, rei do baião, os integrantes da OSBA interpretam as músicas “Sabiá”, com participação especial de Geraldo Azevedo, “Asa Branca” e “Noites Brasileiras” - esta última cantada por João Cavalcanti. “Feira de Mangaio”, do sanfoneiro paraibano Sivuca, será apresentada numa versão instrumental. Já Mariana Aydar participa cantando “Gostoso Demais”, de Dominguinhos, que também integra o repertório com a versão instrumental de "Lamento Sertanejo". O programa ainda conta com uma paródia da música “Esperando na Janela”, feita por Edu Krieger especialmente para o vídeo-concerto, e cantada pelo mestre Gilberto Gil. A letra aborda os tempos de isolamento e distanciamento social. O músico, repentista e escritor Bule-Bule marca presença no concerto junino recitando o cordel de sua autoria “O Brasil ainda chora a morte de Gonzagão”, e cantando “O sertão melhorou tanto que nem parece sertão” e “Coco pra São João”.
PÚBLICO – A OSBA encontrou uma maneira de celebrar ao lado do seu público uma das festas mais importantes da Bahia: a última música do programa "Asa Branca", de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, conta com a participação do público, num coro virtual. Os vídeos foram enviados a partir de uma campanha de convocação nas redes sociais. A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), criada em 30 de setembro de 1982, é um corpo artístico do Teatro Castro Alves e que teve seu processo de publicização consolidado em abril de 2017. Desde então, a Associação Amigos do Teatro Castro Alves (ATCA) – entidade sem fins lucrativos qualificada como Organização Social (OS) – realiza a gestão da OSBA, que permanece como corpo artístico público, sendo mantida com recursos diretos do Governo do Estado da Bahia, através da sua Secretaria de Cultura (SecultBA).

domingo, 20 de junho de 2021

O PROBLEMA DO MAL


 

sexta-feira, 11 de junho de 2021

ARTIGO - A bala perdida do Estado não erra o CEP nem a cor

Priscila Costa* - Kathlen Romeu. Maria Cecília e Viviane Soares. Bruno e Yan. Miguel Otávio. Ágatha Félix. Davi Fiúza. João Pedro. Chacina do Jacarezinho. Chacina do Cabula. Chacina de Osasco. Tantos nomes. Tantas vidas interrompidas. Tantas famílias em luto. Infelizmente, não faltam exemplos. Ser negro no Brasil é abrir as notícias e ver que a violência contra os nossos é chancelada pelo Estado. Mulheres grávidas, crianças, jovens, bebês que ainda nem vieram ao mundo, pais e mães de famílias. É genocídio. É todo dia. É matar ou deixar morrer. É necropolítica pensada e programada. A cor da violência é explícita. Nenhuma dessas mortes são coincidências. Certamente não aconteceriam sob outros corpos e pessoas com características vindas de lugares sociais privilegiados. As ações violentas e letais da polícia têm destinatários certos: negros e negras das periferias. O racismo é o vetor que fundamenta, autoriza e normaliza práticas tão brutais. É um modelo de produção de morte construído a partir dos estereótipos e estigmatizações reproduzidas pelo racismo estrutural ao longo de séculos. Toda vez que mortes negras ocorrem, precisamos encontrar inúmeras formas de falar as mesmas coisas para sermos ouvidos. Não faltam relatórios do Mapa da Violência, dados, porcentagens e pesquisas para comprovar a guerra e o terror racial que vivemos no Brasil. Todas as vezes também que essas mortes acontecem, vemos o fracasso que é o modelo de segurança pública baseado na lógica da hiper-repressão seletiva: mais armas, mais gente presa e mais violência; megaoperações policiais que produzem mais manchete do que segurança pública; uma guerra que, definitivamente, não é contra o tráfico de drogas mas contra gente negra e pobre. A grande contradição é que a vida não é uma prioridade da segurança pública. A guerra as drogas é uma farsa. O próprio nome já aponta as contradições. Não existe guerra contra “as drogas”, porque não existe guerra contra um objeto. Não tem guerra contra cadeira, contra mesa, nem contra as drogas. As guerras são sempre contra as pessoas, tendo um inimigo como alvo. No Brasil, esse alvo foi escolhido desde 1535. As formas de repressão foram se renovando ao longo dos anos, mas sempre cumprindo o mesmo objetivo: de genocídio e controle geopolítico dos territórios em que vivem corpos negros.

MACABRO

 



quarta-feira, 9 de junho de 2021

TERRA PLANA É PARA OS FRACOS

 

SecultBA convoca dirigentes municipais para os Encontros Territoriais da Cultura

A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) convoca os dirigentes municipais de cultura de todo o estado a participarem dos Encontros Territoriais da Cultura 2021, um ciclo de 27 reuniões virtuais que acontecerão até dezembro com o objetivo de fortalecer o Sistema Estadual de Cultura através da implementação dos Sistemas Municipais de Cultura da Bahia. O primeiro encontro acontece nesta quinta-feira, dia 10 de junho, às 14h, com dirigentes de cultura do território Semiárido Nordeste II, que receberão o link de acesso à sala de reunião via e-mail. O objetivo dos Encontros Territoriais é orientar, capacitar e formar os gestores municipais de cultura da Bahia, para que, por meio dos seus órgãos gestores, possam implementar seus sistemas de cultura, criando os conselhos, os planos e os fundos municipais de cultura. “Os sistemas municipais de cultura são elementos estruturantes para a cadeia da cultura e fortalecer esses sistemas, sobretudo no contexto atual de pandemia, será fundamental para a recuperação do setor cultural no pós-pandemia”, destacou a superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), Ana Teixeira. Os sistemas municipais constituem as bases de fomento, geração de emprego e renda, garantias de direitos e fruições, e balizam a criação de ações e políticas culturais voltadas para os territórios. Os Encontros Territoriais da Cultura 2021 são uma realização da SecultBA com o apoio da Secretaria de Planejamento do Estado da Bahia (Seplan), Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC) e do Fórum dos Dirigentes Municipais da Cultura da Bahia (FDMCB), colaboradores na articulação e mobilização nos territórios. Além de secretários municipais de Cultura, poderão participar também representantes de conselhos de Cultura e colegiados de Desenvolvimento Territorial. Os próximos dois encontros estão agendados para o dia 17 de junho com os dirigentes de cultura do território Itaparica, e 1º de julho com os do território Bacia do Paramirim. A programação completa com as datas dos demais encontros será divulgada em breve.
Mais informações e dúvidas podem ser encaminhadas para o email sudecult.dtc@cultura.ba.gov.br ou através do telefone (71) 3103-3458.

“Lindas Rosas Negras” estreia 17 de junho no Canal do Youtube

O monologo “Lindas rosas negras” do dramaturgo, Jorge Batista, exalta a ancestralidade feminina africana, através da narrativa do bisneto de uma matriarca em solo brasileiro. A ideia é que a representatividade feminina seja lembrada como parte importante na construção do Brasil de hoje, destacando na narração a trajetória de vida dessas personagens muitas vezes esquecidas na história. A apresentação valoriza a arte da representação do teatro e utiliza a linguagem audiovisual com foco na integração do fazer artístico nesse período pandêmico. Destaca também que essa prática de arte na região cacaueira sempre foi realizada por representantes afrodescendentes da cidade de Itabuna e região com alcance estadual e nacional. No espetáculo, o bisneto faz uma reverência às matriarcas da história da sua vida produzindo no público a reflexão sobre o existir e o perceber-se no mundo contemporâneo. Priorizando o lugar do Saber Ancestral, revela que o corpo negro deve ser um território sempre livre, mesmo tendo sido marcado pela crueldade da submissão do passado e ainda perseguido pela violência do racismo presente na sociedade contemporânea. O “Lindas Rosas negras” exalta o papel da mulher na terra do cacau e sua construção de guerreira, batalhadora e sobrevivente das violências diárias de gênero. Utiliza para isso a tradição da oralidade africana e os ditos populares que marcam épocas. A encenação utiliza assim o canto, a dança e a narrativa griô na condução das três histórias. O espetáculo guia o público para a sensibilidade e o humor presente do cotidiano do povo negro. Vale salientar que a opção por um monólogo audiovisual tem o intuito de democratizar o acesso do espectador, principalmente as matriarcas que nesse momento de pandemia e por serem grupo de riscos estão cumprindo o isolamento social. O uso da plataforma digital também permite que o custo e acesso sejam possíveis a todos. O projeto é financiado pelo Governo Federal com recursos da Lei Aldir Blanc, através da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo, com o apoio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC). Local: Canal Youtube: Vozes Encena Interior

segunda-feira, 7 de junho de 2021

QUANDO OS IDIOTAS SE REÚNEM


 

Washington Oliveira lança o clipe Choro Feliz

O cavaquinhista e compositor baiano Washington Oliveira lança, no dia 9, o clipe Choro Feliz, no seu canal oficial na plataforma YouTube. O single é uma das faixas de Paixão Pelo Choro, álbum de estreia do músico, em fase de produção. Com direção do maestro e produtor Rafael Galeffi, o projeto conta com o apoio oficial do Coletivo Tia Marieta Samba. A colaboração por parte do público também está aberta e disponível pela plataforma Apoia.se, em campanha de financiamento coletivo que irá até o final do mês, no endereço apoia.se/washingtonoliveira. Paixão Pelo Choro, que integra o produto final do mestrado de Washington em Interpretação Musical - Música Popular, pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), traz sete músicas autorais, algumas delas em parceria com Thiago Sampaio, que divide com ele o Choro Feliz. Completa o disco uma releitura da música Pedacinhos do Céu, do mestre Waldir Azevedo. Link: https://www.youtube.com/watch?v=d42bzQfqinU&feature=youtu.be

A formiga, a cigarra e a mosca



domingo, 6 de junho de 2021

4ª Mostra Sesc de Cinema abre inscrições

A Mostra Sesc de Cinema chega em sua quarta edição, em 2021, cada vez mais inserida e consolidada no circuito de festivais de cinema do Brasil. Sua principal característica é incentivar a produção nacional independente que não chega ao circuito comercial de exibição, priorizando a seleção de realizadores brasileiros que abordem temas ligados a pluralidade cultural do país ou que se desdobrem em olhares exteriores que dialoguem com as realidades brasileiras. Faça sua inscrição no link: https://www.sesc.com.br/portal/site/mostradecinema#inscricoes

sábado, 29 de maio de 2021

OS GIBIS ESTÃO NA ESCOLA

 Todas as inovações na educação básica sempre encontraram resistência por parte das escolas, secretarias municipais, estaduais, conselhos e planejamentos pedagógicos. O "espaço sagrado da do saber" no Brasil é, no geral, um ambiente tradicional. Foi assim com a informática, com filmes, com novas metodologias... Neste mar de refutações o mais  rejeitado sem dúvidas foi o gibi. Basta saber que o gibi foi considerado injustamente como um mal, porque foi introduzido no cotidiano pelos alunos, não pelos professores. Entre os pais (não foi meu caso) era normal discutir que o gibi não ensinava e atrapalhava a vida escolar, na escola era considerado uma futilidade pelos professores, ao ponto de alguns alunos terem seus gibis confiscados de forma cruel. A coleção e troca de gibis era como uso de droga, digo sem exagero. Mas nas últimas décadas, professores e alunos se uniram e a tentativa de introduzir HQs na escola tem tido relativo sucesso. Como desenhista e aspirante a professor adoto como ferramenta de trabalho. Essa publicação, comprei no saguão do Shopping Jequitibá por apenas R$ 10 reais e alimentou minh´alma com tanta informação, sabedoria num volume tão reduzido de páginas. O dr. Elídio Neto, organizador da obra faleceu em 2013 sem ver o lançamento da obra. Um legado para a educação brasileira. Marcos Mauricio.

Concurso Nacional de Qualidade de Cacau Especial do Brasil - R$ 24 mil em prêmios

Seguem abertas até o dia 30 de junho as inscrições para a terceira edição do Concurso Nacional de Qualidade de Cacau Especial do Brasil, que seleciona as melhores amêndoas produzidas no país. Um comitê técnico e júri de degustadores de chocolates farão as avaliações. Os produtores podem concorrer com lotes de uma única variedade do cacau especial ou na categoria de mistura de híbridos ou variedade genética. Os vencedores serão conhecidos em cerimônia realizada no mês de novembro e podem levar prêmios de até R$ 12 mil, além de certificado da premiação. O Concurso Nacional de Qualidade de Cacau Especial do Brasil busca fortalecer a cacauicultura brasileira, valorizando e reconhecendo produtores que fazem um trabalho diferenciado, bem como incentivar a sustentabilidade em todo o processo produtivo. A premiação é uma iniciativa conjunta da cadeia de cacau, apoiada pela Associação das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), Centro de Inovação do Cacau (CIC), Dengo Chocolates, FAEB/SENAR, Harald, Mondelez – Cocoa Life, Nestlé – Cocoa Plan e SEBRAE e executada pelo CIC em parceria com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC). Mais informações no site www.omelhorcacaudobrasil.com.br.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

IMITAÇÃO DO MAU

 

https://noticias.uol.com.br/colunas/reinaldo-azevedo/2021/05/24/bolsonaro-mussolini-moto-e-cavalo-e-aviao-olhe-a-praca-de-loreto-mito.htm

quarta-feira, 19 de maio de 2021

VAI TOMAR SUCO DE CAJU

 




Mari Tyemi

 


BANDA FLOR DE IMBUIA CELEBRA MAIS DE 1000 VISUALIZAÇÕES EM DUAS SEMANAS

Após o lançamento de seu novo álbum, Cantos de Pisar o Chão, através do site oficial do grupo, foram contabilizados mais de mil views na página da Flor de Imbuia. Com uma mistura de ritmos, que conta com referências melódicas, culturais e artísticas do Nordeste em diálogo com uma linguagem contemporânea, a produção continua disponível, pelo link http://www.flordeimbuia.com.br/ e também nas principais plataformas de streaming. O repertório autoral reflete a trajetória musical da banda, tendo a rabeca como singularidade sonora, somada à sanfona e percussões. “Cantos de Pisar o Chão reúne lugares, vozes e ritmos presentes em nossas memórias e nossos corpos, é sobre o que acreditamos ser a base para qualquer caminho que queiramos construir, como indivíduos e, principalmente, como coletividades”, conta Letícia Corrêa, rabequeira e cantora na Flor de Imbuia. Para a artista, o grande ganho deste processo de criação foi poder experimentar múltiplos tipos de sonoridade e, ao mesmo tempo, poder pensar em trazer uma mensagem de esperança, amor e conexões com as raízes culturais nordestinas. De acordo com Letícia, ainda que a pandemia tenha trazido grandes desafios para a banda, há um grande orgulho de toda equipe pelos resultados alcançados e todas as possibilidades futuras que este material pode trazer. Responsável pela produção musical – ao lado de Aline Falcão –, Irmão Carlos relata como a jornada de trabalho foi intensa, mas com grandes recompensas. Com 9 horas de gravação por dia, dentro do estúdio, Carlos observa o empenho das musicistas e ele confia que todo este esforço está refletido no resultado de cada música. O grande diferencial deste encontro profissional, para o produtor, é a confiança que cada um possuía no outro, trazendo uma convivência leve. Agora, a sua expectativa é um bom aproveitamento desta fase pós lançamento do álbum e uma continuidade do reconhecimento do público. A partir do sucesso de Cantos de Pisar o Chão, nesta semana, a canção “Côco de Pedra Pequena” foi inserida na playlist Raízes Brasileiras, no Spotify, aumentando, cada vez mais, a expansão do álbum e da própria banda. O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal. FOTOS: http://encurtador.com.br/xGO13 (Créditos Malaika Kempf)

Obra de memórias de João Carlos Sampaio é disponibilizada em versão em audiolivro

Nesta sexta-feira, 21 de maio, a partir das 18h, será disponibilizada gratuitamente a versão em audiolivro de “Pó da estrada: Escritos de João Carlos Sampaio”, livro lançado no último mês de abril. O ator, escritor e locutor Daniel Farias e a psicóloga e psicanalista Guacira Cavalcante são as vozes que narram a obra, que reúne textos escritos pelo jornalista, crítico cinematográfico e curador baiano João Carlos Sampaio (1969-2014), além de fazer um resgate poético de sua trajetória profissional e vida pessoal. A publicação, que tem organização e produção de Flávia Santana e Tais Bichara, curadoria de críticas de João Paulo Barreto e Rafael Carvalho, coordenação editorial de Lara Perl e projeto gráfico de Rafa Moo, pode ser adquirida no site da Editora Gris (www.editoragris.com.br), onde também o link no YouTube para o audiolivro, com montagem e mixagem de Napoleão Cunha, poderá ser acessado. Natural de Aratuípe, João Carlos Sampaio permanece como um dos principais nomes da crítica de cinema brasileira. Em 44 anos de vida, atuou pelo fortalecimento e pela visibilidade do cinema nacional e da Bahia, tendo sido um dos fundadores da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), que recebeu o evento de lançamento do livro em seu canal de YouTube (www.youtube.com/abraccine), onde a gravação permanece disponível. Escreveu durante quase 20 anos para o jornal A Tarde, que gentilmente cedeu suas escritas para a publicação, e atuou como curador em festivais como Cine PE e Mostra Cinema Conquista. Integrou comissões de seleção e júris oficiais de eventos como o Festival de Cinema de Gramado e Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, além do júri indicativo do filme brasileiro pré-candidato ao Oscar em 2005. Seus escritos revelam vasto repertório prático e subjetivo, com domínio do assunto, enquanto também se encharcam da beleza de um olhar apaixonado pela vida, pela arte e pela humanidade. “Pó da estrada: Escritos de João Carlos Sampaio” celebra assim a memória deste indivíduo notável e desponta, também, como marca de uma geração da cinematografia baiana e nacional. PÓ DA ESTRADA – O livro contém uma coletânea de críticas com 33 textos – 25 deles foram originalmente publicados no A Tarde e dois, no extinto Bahia Hoje. Há ainda um extraído do livro “Os filmes que sonhamos” (Editora Lume, 2012), outro da Revista Teorema, mais um para catálogo de mostra da Caixa Cultural, outro para o extinto site Viva Viver e dois de seu arquivo pessoal, possivelmente inéditos. Um outro conjunto de escritas, que alcança mais a pessoalidade de João Carlos Sampaio, como suas experiências de infância no interior, suas sensibilidades e a paixão pelo Esporte Clube Vitória, vem de suas intensas publicações no Facebook, de e-mails e de textos que revelam sua poesia intrínseca. Completando o conteúdo, estão contribuições da equipe, que descreve capacitadamente a figura de João, uma linha do tempo biográfica e afetiva, além de um belo relato contribuído pelo cineclubista, crítico de cinema, curador e programador Adolfo Gomes. Das imagens, fotos da infância e da vida adulta se somam a registros originais, feitos pela fotógrafa Hury Ahmadi, em viagem a Aratuípe, a “cidade paraíso”, como alçada no livro, pela fundamental presença na existência de Sampaio. O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal. Pó da estrada: Escritos de João Carlos Sampaio Salvador, 2021 | Editora Gris 240 páginas | Formato 18 x 23 cm | Com versão em audiolivro | R$ 65 Sinopse: Uma viagem pela vida e produção do crítico de cinema João Carlos Sampaio (1969- 2014). Composto por uma coletânea de críticas, com curadoria de João Paulo Barreto e Rafael Carvalho, e por um diário do cotidiano que reúne textos resgatados de seu Facebook e outras fontes, organizado por Flávia Santana e Tais Bichara, o livro propõe um percurso costurado por fragmentos que trazem a poesia na sua forma de enxergar a vida, o mundo e o cinema. Entre as imagens de arquivo de um álbum da família de João e as fotografias analógicas realizadas por Hury Ahmadi na estrada entre Aratuípe, sua cidade natal, e Salvador, onde viveu a maior parte de sua vida, encontramos um imaginário narrativo criado por ele em seus textos. Vendas: www.editoragris.com.br

sábado, 15 de maio de 2021

CORRIGINDO KANT

O retrato mais comum, mais representativo do filósofo prussiano Immanuel Kant (1724-1804) é este da miniatura. Como desenhista e entendido um pouquinho de anatomia, percebe-se enorme cabeça que comportaria um cérebro como dobro do tamanho normal de qualquer pessoa. O pintor, para sustentar o peso da cabeça, tratou de fazer um pescoço mais largo que um torax. Sabe-se que o filósofo era uma figura franzina, frágil e de pequena estatura. Usando como base o retrato "hidrocefálico" procurei ajustar as proporções, mas garanto que este desenho não merece um lugar no museu. Kant nasceu e morreu na cidade de Königsberg sem jamais sair da cidade. Tornou-se o principal filósofo da era moderna. A epistemologia kantiana tratou a síntese entre o racionalismo continental (de René Descartes, Baruch Espinoza e Gottfried Wilhelm Leibniz, onde impera a forma de raciocínio dedutivo), e a tradição empírica inglesa (de David Hume, John Locke, ou George Berkeley). Sua fama sobretudo se deu pela elaboração do "idealismo transcendental: formas e conceitos a priori e a posteriori" dentre outras teses. Marcos Mauricio


quinta-feira, 13 de maio de 2021

DOM OU TECNICA?

Desde criança sempre destaquei por conseguir externar traços enquanto todos faziam desenhos como palitinhos. Nunca liguei pra isso, só queria mesmo fazer gibis e desenhar sem desenvolver uma tecnica específica, o que me prejudicou quando, com o tempo me deparei repentinamente usando apenas o tal "talento" ou "dom" para sobreviver. Infelizmente sempre resisti ao esboço. Portanto, acredito nas duas coisas dom + repetição para chegar à perfeição, ou pelo menos a um resultado satisfatório... Claro que qualquer uma pessoa usando técnica pode desenhar infinitamente melhor que o dito "dom", mas este último, garanto, se diverte mais. Um exemplo desenhado aqui é um desenho aleatório sem esboço e colocando diretamente a caneta bic no papel, sem prever exatamente o resultado em apenas 5 minutos. É divertido, mas no fundo, no fundo, gostaria que o resultado fosse bem melhor. Marcos Mauricio

segunda-feira, 10 de maio de 2021

LEONHARD EULER... MERECE SER DESENHADO

Leonhard Euler (1707-1783) foi um matemático e cientista suíço, dedicou-se a quase todos os ramos da matemática. Entre suas contribuições mais conhecidas na matemática moderna estão: a introdução da função gama, a analogia entre o cálculo infinitesimal e o cálculo das diferenças finitas. A sua contribuição como um dos pilares a Introdução à Análise dos Infinitos, que constitui um dos fundamentos da matemática moderna. Leonhard Euler faleceu em São Petersburgo, Rússia, no dia 18 de setembro de 1783. As funções seno e cosseno também é pioneirismo do cientista. Em 1760, iniciou o estudo das linhas de curvatura e começou a desenvolver um novo ramo da matemática denominado Geometria Diferencial. Desenvolveu o método dos algoritmos com o qual conseguiu fez previsão das fases da lua. Durante sua permanência em Berlim, Euler escreveu mais de 200 artigos sobre Física, Matemática e Astronomia e três livros de análise matemática. Euler foi considerado o mestre dos matemáticos do século XVIII.
Kant era fã desse cara, eu também. Desenho desde escriba feito com caneta bic em 40 longos minutos em papel apergaminhado 180g. Marcos Mauricio, 2021.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

QUE VENHA A VACINAÇÃO EM MASSA

Ontem fui surpreendido com a notícia da vacinação para os cinquentões da Uesc e Ifba. Foram centenas de professores, servidores, técnicos, terceirizados, REDAs, uma festa. Eu já estava traçando planos para dormir no carro quando fosse a minha vez, mas com a surpresa da chamada e o carro na oficina fui de buzu, matei a saudade do Campus onde trabalho há cerca de 25 anos e recebi a primeira dose da vacina de Oxford sem fila, sem estresse. Ao contrário do que os maldosos bolsominions comentam após serem vacinados, não estou sentindo absolutamente nada, nenhum efeito colateral. Confio na ciência e mantenho firme minha fé em Deus. Marcos Mauricio.

 

segunda-feira, 3 de maio de 2021

CURSO DE ANTIGAMENTE ... PROEX-UESC

Taí um curso que todos precisarão fazer após a pandemia... este foi na UESC aberto á comunidade de Salobrinho, há cerca de 10 anos. O desenho foi na caneta bic e tratamento no photoshop. Marcos Mauricio

 

domingo, 2 de maio de 2021

ESBOÇO EM CAIXA

Nesta segunda tentativa, consegui desenhar, em apenas 10 minutos, diversas faces entre elas cartuns e um simpático cachorrinho. Assim fica fácil. Marcos Mauricio