Dino recomenda a Fachin vídeo de Porchat sobre rotina de jornalistas
Em meio à tensão da sessão do STF desta terça-feira, 15, o ministro Flávio Dino encontrou espaço para uma referência bem-humorada à sucessão de acontecimentos que, nos últimos dias, tem mobilizado ministros, advogados e jornalistas.
Enquanto o presidente da Corte, Edson Fachin, falava da "enxurrada" de expedientes recebidos pelo Tribunal, Dino perguntou:
“V. Exa. viu o vídeo do Fábio Porchat?”
Fachin respondeu que não.
Dino explicou que o vídeo fala sobre jornalistas, mas poderia também ser aplicado aos próprios ministros, e recomenda que o presidente assista.
“É um vídeo muito bom, porque nós estamos parecidos. Eu cheguei atrasado porque estava decretando prisão de gente. Porque é tanta petição, presidente... Mas é bom o senhor ver o vídeo. Ele fala dos jornalistas.”
No vídeo citado por Dino, Fábio Porchat, em tom de humor, simula um "comunicado oficial" dos jornalistas brasileiros a Fachin e pede uma trégua na sequência de decisões e novidades divulgadas pelo Supremo, muitas delas à noite e durante os fins de semana.
“Pelo amor de Deus, faça alguma coisa para impedir o STF dessas barbaridades. Eu sei que vocês não estão acostumados a trabalhar no horário comercial, mas ninguém aguenta mais quebra de sigilo 11 da noite”, brinca o humorista em um dos trechos.
Porchat também ironiza o ritmo das redações diante de decisões que se sucedem rapidamente, citando episódios recentes envolvendo André Mendonça, Flávio Dino e a cúpula da Polícia Federal.
Ao responder à recomendação, Fachin disse que ainda não havia conseguido assistir justamente por causa do volume de trabalho.
“Eu não tive tempo. Estou vendo os ofícios que chegaram.”
Referência cultural
A referência a Porchat não foi a única incursão de Dino pela cultura popular durante a sessão. Mais cedo, ao fazer críticas à atuação de Fachin sobre a relatoria de processos relacionados à crise no Supremo, o ministro também mencionou música de Chico César.
Ao afirmar que considerava Fachin um homem "probo" e "bem-intencionado", mas que isso não afastaria a possibilidade de erro, Dino observou:
"As pessoas bem-intencionadas também erram. Há uma música famosa de Chico César sobre isso."
Na famosa canção "Deus Me Proteja", o músico afirma:
"Deus me proteja de mim.
E da maldade de gente boa
Da bondade da pessoa ruim
Deus me governe e guarde, ilumine e zele assim."
Enquanto o presidente da Corte, Edson Fachin, falava da "enxurrada" de expedientes recebidos pelo Tribunal, Dino perguntou:
“V. Exa. viu o vídeo do Fábio Porchat?”
Fachin respondeu que não.
Dino explicou que o vídeo fala sobre jornalistas, mas poderia também ser aplicado aos próprios ministros, e recomenda que o presidente assista.
“É um vídeo muito bom, porque nós estamos parecidos. Eu cheguei atrasado porque estava decretando prisão de gente. Porque é tanta petição, presidente... Mas é bom o senhor ver o vídeo. Ele fala dos jornalistas.”
No vídeo citado por Dino, Fábio Porchat, em tom de humor, simula um "comunicado oficial" dos jornalistas brasileiros a Fachin e pede uma trégua na sequência de decisões e novidades divulgadas pelo Supremo, muitas delas à noite e durante os fins de semana.
“Pelo amor de Deus, faça alguma coisa para impedir o STF dessas barbaridades. Eu sei que vocês não estão acostumados a trabalhar no horário comercial, mas ninguém aguenta mais quebra de sigilo 11 da noite”, brinca o humorista em um dos trechos.
Porchat também ironiza o ritmo das redações diante de decisões que se sucedem rapidamente, citando episódios recentes envolvendo André Mendonça, Flávio Dino e a cúpula da Polícia Federal.
Ao responder à recomendação, Fachin disse que ainda não havia conseguido assistir justamente por causa do volume de trabalho.
“Eu não tive tempo. Estou vendo os ofícios que chegaram.”
Referência cultural
A referência a Porchat não foi a única incursão de Dino pela cultura popular durante a sessão. Mais cedo, ao fazer críticas à atuação de Fachin sobre a relatoria de processos relacionados à crise no Supremo, o ministro também mencionou música de Chico César.
Ao afirmar que considerava Fachin um homem "probo" e "bem-intencionado", mas que isso não afastaria a possibilidade de erro, Dino observou:
"As pessoas bem-intencionadas também erram. Há uma música famosa de Chico César sobre isso."
Na famosa canção "Deus Me Proteja", o músico afirma:
"Deus me proteja de mim.
E da maldade de gente boa
Da bondade da pessoa ruim
Deus me governe e guarde, ilumine e zele assim."
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