2005 – 1ª edição
Naquele ano, um novo capítulo na história cultural de São Paulo foi escrito. Pela primeira vez, a cidade vivenciou uma festa de 24 horas ininterruptas de arte, música, teatro, dança e encontros entre diferentes públicos. Com inspiração no festival “Noite Branca” (em francês, Nuit Blanche), que acontece em Paris, o evento nascia há duas décadas por iniciativa da Prefeitura de São Paulo, promoção da Secretaria Municipal de Cultura, apoio e parceria com a São Paulo Turismo (SPTuris), com o objetivo de ocupar a cidade com experiências culturais gratuitas. A primeira edição marcou o simbolismo da “cidade que nunca dorme”. No dia 19 a 20 de novembro, os paulistanos e visitantes puderam circular entre espaços icônicos como a Galeria Olido, o Vale do Anhangabaú, a Praça Roosevelt, a Biblioteca Mário de Andrade e o Theatro Municipal.
1ª edição da Virada Cultural em 2005. Foto: Acervo SPTuris
Mas a Virada não se restringiu ao centro: foi além, ocupando todas as regiões da cidade, como a quadra da Vila Maria e o Anhembi na zona Norte, o Museu do Ipiranga e o Parque da Independência ao sul da cidade. Na região A zona leste contou com programação na Praça Morcegão, Ermelino Matarazzo e Praça Conde Assis Pereira. Já na região oeste, o tradicional Sesc Pompéia integrou a rede de espaços da Virada. E pela primeira vez na história do Metrô, o sistema operou durante 24 horas, junto com linhas especiais de ônibus.
2010 – 6ª edição da Virada Cultural
Já mais consolidade, o evento de 2010 foi realizado nos dias 15 e 16 de maio, atraindo milhares de pessoas e movimentando a cidade. A lista de parceiros cresceu, com destaques para o cada vez maior envolvimento das unidades do Sesc-SP, da Secretaria Municipal de Educação e da Secretaria de Estado da Cultura.
Virada Cultural 2010. Foto: Jose Cordeiro/ SPTuris
Entre os palcos de maior destaque e novidades esteve o na Praça Júlio Prestes, que recebeu atrações internacionais como Living Colour e ABBA The Show. Já a Praça Roosevelt foi tomada pela “Dimensão Nerd”, espaço dedicado ao público geek, com mesas de RPG, jogos de tabuleiro e desfile de Cosplays. E novamente todas as regiões da cidade foram contempladas com programações culturais variadas.
2015 - A Virada da descentralização
Na primeira década de história, dias 20 e 21 de junho de 2015, a capital paulista recebeu a 11ª edição da Virada Cultural, que marcou um avanço importante na descentralização do evento. Houve a inclusão de palcos em regiões periféricas da cidade com o apoio da Secretaria de Igualdade Racial, para ampliar o acesso e alcançar um público ainda mais diversificado.
Virada Cultural 2015. Foto: Jose Cordeiro/ SPTuris
2020 – Cultura em tempos de pandemia
Em meio à pandemia da Covid-19, a Virada Cultural precisou se reinventar. Com o tema “Tudo de Arte, Nada de Aglomeração”, o evento foi realizado de forma virtual nos dias 12 e 13 de dezembro. Pela primeira vez, o público acompanhou a programação on-line, com atividades digitais distribuídas por todas as regiões da cidade. Foram mais de 400 atrações entre transmissões ao vivo, instalações artísticas e performances, veiculadas pela internet e exibidas em 6 teatros, 9 centros culturais, 13 casas de cultura e 22 bibliotecas municipais. A proposta foi manter o espírito da Virada vivo, ainda que sem a tradicional ocupação das ruas. 
2025 – Duas décadas de Virada Cultural
Agora, em 2025, a Virada Cultural chega com o tema “20 anos em 24 horas” e promete ser histórica, celebrando duas décadas de um dos maiores eventos culturais da América Latina. Nos dias 24 e 25 de maio, a cidade de São Paulo será palco de 24 horas ininterruptas de atividades culturais gratuitas espalhadas por toda a capital. O evento reafirma São Paulo como um polo cultural, em que museus, praças, parques e ruas se transformam em palcos abertos à diversidade artística. A cidade segue sendo escolhida por turistas de todo o Brasil e do mundo como destino de cultura e arte. A programação inclui mais de 1.000 apresentações artísticas em 21 grandes palcos – sendo 16 deles localizados nos bairros das zonas Sul, Leste, Norte e Oeste, além de cinco palcos na região central. A descentralização também terá atividades em mais de 150 instituições como casas de cultura, centros culturais, CEUs e a participação de 20 unidades do Sesc, assim como o Masp e o Itaú Cultural. “A Virada Cultural 2025 celebra a diversidade, a ocupação democrática dos espaços públicos e a potência da arte em transformar a cidade. Com uma programação plural e acessível, a Prefeitura de São Paulo reafirma seu compromisso com uma cultura viva e presente em todos os territórios”, explica o secretário municipal de Cultura e Economia Criativa, Totó Parente.
Confira todas as informações no site: https://www.viradasp.com.br/

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