terça-feira, 19 de março de 2024

"Vai e vem do trânsito": mais de 680 mil paranaenses se deslocam diariamente para trabalhar ou estudar em municípios vizinhos

Conhecido como "migração pendular", o fenômeno que impacta mais de 7 milhões de brasileiros - sendo 680 mil paranaenses - não é exatamente uma migração, mas um deslocamento temporário. Popularmente chamado de “vai e vem diário”, muitos brasileiros fazem o trajeto para estudar ou trabalhar em cidades vizinhas, retornando ao seu município de residência ao final do dia. Essa rotina envolve principalmente o uso de transportes públicos e privados. Mas como atenuar o esforço desse deslocamento e aumentar o conforto para esses viajantes? Uma pesquisa da Mobility Consumer Index 2023 indicou uma preferência nacional pelo carro particular em detrimento do transporte público: 88% dos entrevistados afirmaram optar pelo carro próprio para suas atividades, em contraste com a média global de 80%. Com a predominância do uso de automóveis, o desgaste decorrente desses trajetos pode depreciar o veículo e diminuir sua vida útil. Depois de alguns anos de estrada, é natural que um carro necessite de reparos e perca valor de mercado. O desgaste acelerado de componentes, devido ao uso intensivo, pode gerar despesas relevantes durante manutenções ou na revenda do veículo. O coordenador de gestão e manutenção de ativos, Iury Equer Pereira, destaca que o desgaste e a desvalorização dependem do modo e da frequência de uso do carro. “No mercado de veículos, a diferença entre venda no atacado ou varejo se baseia na quilometragem. Um carro com 30.000 km e 40.000 km geralmente é vendido no varejo, visto que ainda possui os componentes originais em bom estado e sem uso severo”, esclarece. Já os veículos com mais de 40 mil km são considerados para venda no atacado, sendo comercializados por cerca de 85% da FIPE, refletindo uma desvalorização de 15%.
Roda mais de 100 quilômetros diariamente? Suas despesas mensais podem ultrapassar R$ 2 mil
O uso frequente de um carro desgasta várias peças, como freios, pneus, suspensão e motor. “Com uma média diária de 100 km, divididos entre 50 km para a ida e 50 km para a volta, demanda manutenções e substituições anuais de componentes como pastilhas e discos de freio, correias e suspensão”, detalha Iury. Cabe destacar, ainda, que a desvalorização do automóvel é, em média, de 20% nos dois primeiros anos e 15% nos anos seguintes, com base na FIPE. O coordenador calculou o custo médio da manutenção de um veículo popular de aproximadamente R$ 80 mil, sujeito a uso intenso diário. Confira:

Revisão a cada 10 mil quilômetros

R$ 500

Freios

R$ 1.000

Suspensão

R$ 2.500

Correias

R$ 800

Pneus

R$ 2.000

Seguro

R$ 4.000

IPVA

R$ 1.600

Licenciamento 

R$ 350

Desvalorização média ano de 15%

R$ 12.000

Custo médio anual de manutenção

R$ 26.250


Custo médio mensal de manutenção R$ 2.187,50 


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